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Venus Express a caminho para investigar os mistérios escondidos do planeta
ESA PR 50-2005. A sonda europeia Venus Express foi lançada com sucesso numa trajectória que a levará na sua viagem da Terra até ao planeta Vénus, onde chegará no próximo mês de Abril. Praticamente uma irmã gémea da sonda Mars Express que se encontra na órbita do Planeta Vermelho desde Dezembro de 2003, a Venus Express é a segunda sonda planetária a ser lançada pela Agência Espacial Europeia.
A Venus Express irá eventualmente colocar-se em órbita em torno de Vénus para efectuar um estudo detalhado da estrutura, composição química e dinâmica da atmosfera do planeta, que se caracteriza por temperaturas extremamente elevadas, pressão atmosférica muito alta, um enorme efeito de estufa e uma ainda inexplicável "super-rotação" que faz com que a atmosfera de Vénus se desloque em torno da superfície sólida do planeta em apenas quatro dias. A sonda europeia será também a primeira a sondar a superfície do planeta ao explorar as "janelas de visibilidade" recentemente descobertas na banda de ondas de infravermelhos.
A Venus Express está actualmente a afastar-se da Terra a grande velocidade, dirigindo-se na sua viagem de cinco meses e de 350 milhões de quilómetros pelo interior do nosso sistema solar. Depois de alguns testes para verificar se o equipamento de bordo e a carga útil de instrumentos estão em boas condições de funcionamento, a sonda será protegida, passando a haver apenas um contacto diário com a Terra. Se necessário, as manobras de correcção da trajectória poderão avançar a meio do percurso, no mês de Janeiro. Quando efectuar a sua maior aproximação, a Venus Express enfrentará condições muito mais duras do que as que a Mars Express encontrou na sua aproximação ao Planeta Vermelho. Embora o tamanho de Vénus seja realmente semelhante ao da Terra, o seu peso é 7,6 vezes superior ao de Marte, com uma atracção gravitacional correspondente. Para resistir a esta maior atracção gravitacional, a sonda terá de activar o seu motor principal durante 53 minutos para conseguir uma desaceleração de 1,3 km/segundo e colocar-se numa órbita altamente elíptica em torno do planeta. Grande parte dos seus 570 kg de propulsante serão usados nesta manobra.
Será necessária uma segunda ignição do motor de modo a atingir a órbita operacional definitiva: uma órbita elíptica polar com cruzamentos de 12 horas. Isto permitirá que a sonda faça aproximações até 250 km da superfície do planeta e afastar-se a distâncias até 66 000 km, de modo a efectuar observações muito próximas e também obter uma perspectiva geral.
Para mais informações, consulte a versão inglesa em: http://www.esa.int/SPECIALS/Venus_Express/SEM56Q638FE_0.html Para mais informações, por favor contacte:
Divisão de Relações Públicas da ESA
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