A ESA contrata a Astrium UK para construir o Solar Orbiter

O Solar Orbiter explora o reino do Sol
26 Abril 2012

A ESA atribuiu o contrato de construção da próxima geração dos seus exploradores solares à empresa Astrium UK. O Solar Orbiter irá investigar como o Sol cria e controla a heliosfera, a atmosfera alargada do Sol.

O professor Álvaro Giménez Cañete, diretor do departamento de Ciência e Exploração Robótica da ESA, e Miranda Mills, diretora nacional da EADS Astrium UK, assinaram o contrato a 26 de Abril, durante as comemorações dos 50 anos do programa espacial do Reino Unido.

A assinatura marca o início da fase de desenvolvimento e construção do Solar Orbiter, cujo lançamento está previsto para 2017. A Astrium UK vai liderar uma equipa de empresas europeias que irão fornecer várias partes da nave espacial. O contrato tem o valor de cerca de €300 milhões, sendo um dos maiores já assinados entre o Programa de Ciência da ESA e uma empresa britânica.

Além disso, dez instrumentos científicos serão financiados pelos Estados-Membros da ESA e pelos Estados Unidos, e desenvolvido por equipas lideradas por investigadores da Bélgica, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Reino Unido e EUA.

“Hoje a ESA atribuiu um contrato muito importante no domínio da ciência espacial ao projeto de desenvolvimento e construção de naves da Astrium sediado em Stevenage no Reino Unido”, disse o professor Giménez Cañete.

“Este é o testemunho do papel importante que o Reino Unido tem desempenhado no domínio dos voos espaciais desde o lançamento da Ariel-1, em 1962, e é o testemunho do papel importante que o Reino Unido continua a desempenhar na ciência espacial.”

A missão SOHO captura erupções solares – 18 de março de 2003

O Solar Orbiter vem na linha de uma longa tradição de exploradores europeus, incluindo o Helios 1 e 2, o Ulysses e o SOHO, todos em parceria com a NASA, assim como o explorador da ESA Proba-2.

Estas missões anteriores prepararam o terreno para que o Solar Orbiter possa contribuir para o avanço do nosso conhecimento sobre o sistema solar, um dos grandes objetivos científicos do programa da ESA Visão Cósmica 2015-2025.

O explorador Solar Orbiter irá investigar as ligações e o acoplamento entre o Sol e a heliosfera, uma enorme bolha no espaço criada pelo vento solar que se estende muito para além do nosso sistema solar. É através deste vento que a atividade solar dá origem a auroras e pode interromper as comunicações por satélite.

Para obter um close-up do Sol e observar o vento solar antes de este sofrer perturbações, o Solar Orbiter vai aproximar-se a uma distância de 45 milhões de quilómetros do Sol, mais perto do que está Mercúrio. Pela primeira vez, irá “fotografar” os pólos e ajudar-nos a perceber como é que o Sol gera o seu campo magnético.

“A missão Solar Orbiter é fantástica”, disse o professor Giménez Cañete. “Vai ajudar-nos a perceber como é que o Sol, essencial para quase toda a vida na Terra, forma a heliosfera e dá origem ao clima espacial, que pode ter uma enorme influência sobre nossa civilização.”

“Estou muito contente por a Astrium ter ganho o concurso do Solar Orbiter. Isto reafirma a nossa posição de liderança em missões científicas e de exploração. O Solar Orbiter é o segundo contrato importante atribuído pela ESA à Astrium em menos de seis meses. Este contrato tem por base o nosso património inigualável em missões solares, que inclui o satélite SOHO, o qual ao fim de 17 anos ainda fornece dados valiosos para os cientistas solares em todo o mundo”, disse Colin Paynter, CEO da Astrium UK.

A missão Solar Orbiter é liderada pela ESA com a participação da NASA, a qual contribuirá com o lançador, um instrumento e um sensor.

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