A ESA e a Inmarsat assinam um contrato relativo ao inovador satélite Alphasat

Alphasat signature ceremony
26 Novembro 2007

ESA PR 34-2007. A ESA e a Inmarsat Global Ltd anunciaram na sexta-feira, dia 23 de Novembro, em Paris, a assinatura formal do contrato para o satélite Alphasat, um dos maiores satélites de telecomunicações do mundo.

O programa Alphasat constitui uma cooperação significativa entre os sectores público e privado. Com o Alphasat, a Inmarsat será o primeiro cliente comercial da plataforma Alphabus, a nova plataforma de telecomunicações europeia de alta potência, co-desenvolvida pela Astrium e a Thales Alenia Space e iniciada por uma parceria entre a ESA e o CNES (Centre National d’Etudes Spatiales) como parte de uma resposta coordenada europeia à procura crescente do mercado para maiores cargas úteis de telecomunicações, com vista a obter novos serviços de comunicações móveis, transmissão e banda larga.

O programa Alphabus Alphasat representa um investimento de 440 milhões de euros por parte de 16 estados membros da ESA. De acordo com o calendário de desenvolvimento, o Alphasat estará disponível para lançamento em 2012.

Posicionado a 25 graus Este e proporcionando uma ampla cobertura da Europa, África, Médio Oriente e partes do continente asiático, o Alphasat suplementará a constelação existente de satélites da Inmarsat e permitirá criar novos e avançados serviços.

A Astrium Satellites é o prime contractor para o desenvolvimento do satélite, incluindo a avançada missão L-Band, que aumentará os bem sucedidos serviços que são actualmente oferecidos pela Rede de Banda Larga Global (BGAN) da Inmarsat. A chave para a implementação desta carga útil é o avançado processador integrado, que está a ser desenvolvido pela Astrium Satellites no Reino Unido, que fornecerá uma flexibilidade de carga útil que permitirá uma reconfiguração total da cobertura e atribuição flexível da potência.

Alphasat 'Geomobile' configuration

Graças a esta maior eficiência da utilização do espectro e flexibilidade de carga útil, o Alphasat permitirá ainda dispor de um sistema de comunicações robusto em situações de crise e emergência, permitindo uma potencial ligação de casas, escolas e empresas em locais remotos e o estabelecer ligações de comunicação para os estados com populações dispersas, bem como melhorar as comunicações de dados e voz para uma vasta gama de sectores industriais, tais como os meios de comunicação, sectores marítimos, petrolíferos e de gás.

Para esta aplicação, a flexibilidade do design da plataforma do Alphabus será demonstrada através da implementação de uma "configuração geomóvel", com uma alteração de 90 graus à orientação de voo do satélite e um reflector retráctil de grandes dimensões (12 metros de diâmetro).

Além da carga útil do Inmarsat, o Alphasat também transportará três cargas úteis de demonstração de tecnologia (TDPs) fornecidas pela ESA: um star tracker avançado que utiliza tecnologia de pixels activos, um terminal laser óptico para comunicações geo-estacionárias para órbita terrestre a altas velocidades de dados e uma carga útil específica para a caracterização do desempenho de transmissão na banda Q-V, em preparação para a possível exploração comercial destas frequências. Está também em discussão uma quarta TDP para a monitorização de efeitos e ambientes espaciais.

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