Searching for exoplanetary systems

A ESA seleciona missão de caça de planetas, a PLATO

20 Fevereiro 2014

Foi selecionada ontem a Terceira missão científica de classe intermédia da ESA: um observatório no espaço para a pesquisa de planetas em órbita de outras estrelas. O seu lançamento está previsto para 2014. 

A missão PLATO – Planetary Transits and Oscillations (Oscilações e Trânsitos Planetários) de estrelas – a missão foi selecionada pelo comité do programa científico da ESA e será implementado no âmbito do Programa para 2015-25 Cosmic Vision (Visão Cósmica).

A missão tentará responder às questões endereçadas pelo Cosmic Vision: quais são as condições para a formação de planetas, formação e aparecimento da vida, e como funciona o Sistema Solar?

A missão PLATO irá monitorizar estrelas relativamente perto, procurando oscilações pequenas e regulares no brilho à medida que os planetas passam à sua frente, bloqueando uma pequena fração da luz da estrela.  

Usando 34 pequenos telescópios e câmaras, a missão PLATO irá procurar cerca de um milhão de estrelas, em metade do céu.  

Também irá investigar atividade sísmica nas estrelas, permitindo uma caracterização precisa da estrela de cada planeta descoberto, incluindo a sua massa, raio e idade.

Quando combinados com observações no solo sobre a velocidade radial, os dados da missão PLATO irão permitir calcular a massa e o raio do planeta e a partir daí a sua densidade, fornecendo pistas sobre a composição.

A missão irá identificar e estudar milhares de sistemas exoplanetários, com enfase  na descoberta e caracterização de planetas com o tamanho da Terra e super-Terras na zona habitável da sua estrela – a distância à estrela que permita a existência de água líquida.   

“A PLATO, com a sua capacidade única de caçar sistemas semelhantes ao Sol-Terra, irá ter como apoio toda a experiência acumulada em diversas missões europeias, incluindo a CoRot e a Cheops”, diz Alvaro Giménez,  Diretor de Exploração de Ciência e Robótica.

 “As suas descobertas irão ajudar a perceber a arquitetura do nosso Sistema Solar relativamente a outros sistemas planetários.”

“Todas as missões candidatas representam excelentes oportunidades para responder às principais questões científicas que integram o programa Cosmic Vision.”

As outras missões em competição eram: EChO (Observatório de Caracterização de Exoplanetas), LOFT (o Grande Observatório para temporização de Raio-X), MarcoPolo-R (para recolher e trazer amostras de um asteroide próximo da Terra) e o STE-Quest (Explorador Espaço-Tempo e princípio de Equivalência Quântico de Teste no Espaço).

A PLATO junta-se às Solar Orbiter e ao Euclid, que foram escolhidas em 2011 como as primeiras missões da ESA de classe M. A Solar Orbiter será lançada em 2017 para estudar o Sol e o vento solar a uma distância de menos de 50 milhões de km, enquanto o Euclid, que será lançado em 2020, irá focar-se na energia negra, matéria negra e estrutura do Universo.

A PLATO será lançada no foguete Soyuz a partir do Porto Espacial Europeu em Kourou, em 2024, para uma missão inicial de seis anos. Irá operar a partir do ponto L2, um ponto virtual no espaço, 1.5 milhões de quilómetros para lá da Terra, visto do Sol.

Dados da missão Gaia da ESA, recentemente lançada, irão ajudar a PLATO a fornecer uma caracterização  precisa de milhares de sistemas de exoplanetas. Estes sistemas irão fornecer alvos naturais para observações de follow-up para futuros observatórios em terra e no espaço. 

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