A galáxia Andrómeda em diversos comprimentos de onda

A galáxia Andrómeda em vários tons

3 Maio 2011

A frota de telescópios espaciais da ESA permite-nos observar a Galáxia de Andrómeda, conhecida também como M31, em diferentes comprimentos de onda. A maior parte destas bandas do espectro são invisíveis ao olho humano, no entanto cada uma delas revela diferentes aspectos da natureza desta galáxia vizinha.

A luz visível, a única detectável pelos nossos olhos e pelos telescópios ópticos em terra, permite observar as estrelas que fazem parte da Galáxia de Andrómeda, mas são apenas uma pequena fracção do espectro de radiação electromagnética que nos chega da galáxia. As restantes frequências são invisíveis para o olho humano, mas não para os telescópios da ESA.

Começando pelos comprimentos de onda maiores, o satélite Planck é capaz de capturar a radiação de microondas emitida pela Galáxia de Andrómeda, o que permite detectar partículas de pó a temperaturas extremadamente baixas, de apenas umas dezenas de graus acima do zero absoluto. Quando as partículas estão a uma maior temperatura, podem detetar-se na banda dos infra-vermelhos, graças ao telescópio espacial Herschel. Este satélite rastreia nuvens de poeira nos braços em espiral da galáxia nos quais se formam novas estrelas.

O telescópio espacial XMM-Newton tem a capacidade de detectar radiação cujo comprimento de onda é inferior ao da luz visível, onde estão incluídos os raios-X e a luz ultravioleta. Nesta gama podemos observar as estrelas mais antigas, muitas das quais em fim de vida, ou, inclusivamente aquelas que já explodiram, gerando uma onda de choque que percorre o cosmos. O XMM-Newton tem estado a estudar o núcleo da Andrómeda desde o ano 2002, descobrindo uma grande variabilidade nas estrelas, algumas passando por grandes explosões, sendo conhecidas nesta fase como ‘novae’ ou novas.

A radiação ultravioleta revela-nos estrelas muito massivas, estrelas jovens que consomem rapidamente todo o seu combustível, explodindo em supernovas, algumas dezenas de milhões de anos após a sua formação.

Tipicamente a nuvem de pó interestelar absorve a radiação ultravioleta, voltando a emiti-la na banda do infra-vermelho, pelo que as regiões onde a radiação ultra-violeta é detetada diretamente corresponde a zonas limpas, sem pó, no núcleo da Andrómeda.

A reunião dos dados, resultantes de todas estas observações, e o estudo da Galáxia Andrómeda em diferentes comprimentos de onda, permite seguir do princípio ao fim o ciclo de vida das estrelas.

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