Corredores da Volta a França seguidos por satélite

28 Julho 2005

Uma nova experiência de localização por satélite para a Agência Espacial Europeia durante a 533a etapa da Volta a França entre Chambord e Montargis.

Os receptores foram transportados directamente por alguns corredores e foi possível obter a sua posição exacta e a velocidade ao longo dos 183 quilómetros da etapa, graças ao EGNOS, o serviço europeu de navegação por satélite geoestacionário. Informações preciosas para os organizadores, que obtêm assim uma compreensão completa e imediata da competição, para os responsáveis das equipas que podem gerir os esforços dos seus atletas e afinar estratégias. E, a prazo, o público poderá ter uma visualização em directo das posições e da evolução da corrida.

Estes são os segundos ensaios do EGNOS sobre a Volta à França. Na etapa de contra-relógio de Alpe d’Huez em 2004, foram colocados receptores nos veículos que seguiam atrás dos corredores. Este ano foram utilizados receptores de apenas 200 gramas e o tratamento dos dados foi melhorado tendo em conta a experiência anterior.

O objectivo deste trabalho é ter um seguimento em tempo real de todos os corredores daqui a 2 anos. No contexto da Volta, verdadeira cidade em movimento, colocam-se inúmeros problemas de ligações, como por exemplo a recuperação de dados após a sua retransmissão para assegurar que se tornem acessíveis e compreensíveis. Esta é uma tarefa que faz com que esta nova tecnologia espacial actualmente altamente satisfatória dê um passo à frente.. Para além dos vários ensaios que serão necessários, é também preciso que os ciclistas se familiarizem com esta nova forma de viver a Volta a França, que poderia ser potencialmente aplicada noutros desportos.

O EGNOS, actualmente em serviço pré-operacional, é o primeiro passo da Europa na navegação por satélite e surge como preparação para o Galileo, que será o primeiro sistema civil completo, com uma constelação de 30 satélites.

O EGNOS, programa da ESA, da Comissão Europeia e da Eurocontrol, é constituído por uma rede de quarenta estações terrestres, distribuídas por toda a Europa, que registam, ajustam e melhoram os dados do GPS americano. Os sinais modificados são posteriormente enviados pelos satélites geoestacionários para os receptores dos utilizadores. A precisão obtida é inferior a dois metros, contra os 15/20 metros do GPS, com uma garantia de qualidade dos sinais que não é possível no sistema militar GPS.

Financiadas pela Empresa-Comum Galileo, em parceria com a ESA e a ASO, a organizadora da Volta a França, estas experiências demonstram plenamente a diversidade de aplicações da navegação por satélite.

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