DesertWatch em Portugal: Resultados e potencialidades de uso dos produtos apresentados em dois eventos

Desertificação
26 Outubro 2006

Há cerca de um mês tiveram lugar no mesmo dia em Lisboa, na sede da Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, dois eventos para avaliação de resultados, reprogramação de actividades e abordagem às potencialidades de uso dos produtos DesertWatch em Portugal.

O workshop, promovido pela Comissão Nacional de Coordenação do PANCD – Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação, teve lugar durante a manhã de 27 de Setembro, e destinou-se a apresentar os resultados das Actividades de Validação do projecto DesertWatch em Portugal. Nele participaram as equipas que realizaram a validação de campo, os membros da direcção da Organização Científica Portuguesa para o Combate à Desertificação (OCPCD) e da direcção da Rede de Observação e Análise da Desertificação e Seca (ROADS).

Resultados preliminares interessantes apresentados durante o workshop

Carta de Susceptibilidade à Desertificação

Os produtos DesertWatch cobrem a totalidade dos cerca de 9 milhões de hectares do território de Portugal Continental. Por outro lado, na escala 1:50.000 são desenvolvidas abordagens para as áreas mais susceptíveis à desertificação, designadamente para as Áreas Piloto e outras envolvidas nas validações de campo, que cobrem cerca de 13,6% do global estudado.

Com vista a aferir e reconhecer resultados no campo, foram selecionadas para uma campanha de validação restricta dirigida ao Land Cover do DesertWatch:

  1. As áreas mínimas e prioritárias de intervenção propostas pelo Consórcio DesertWatch que incluem: Idanha-a-Nova e Penamacor, Mação e Serra Algarvia (Sotavento ou Baixo Guadiana)
  2. Áreas de prioridade 2: Mogadouro (PNDI) e Mértola
  3. Ainda áreas de prioridade 3: Península de Setúbal, Alcácer do Sal e Grândola, Moura, Barrancos e Mourão (Margem Esquerda Norte) e Serpa (Margem Esquerda Central)
  4. Áreas prioridade 4 (regiões com interesse secundário para o processo de validação mas propostas para realização por entidades terceiras, com vista à inclusão de resultados no processo de planeamento municipal): Beja

Evidenciou-se igualmente a importância do trabalho desenvolvido para um conhecimento mais preciso e actualizado das questões da desertificação nas regiões estudadas, o que permitiu a apresentação de um conjunto de várias propostas de intervenção para o seu combate. A importância do recurso a imagens satélite para obter resultados operacionais rápidos e por baixos custos ficou claramente demonstrada.

Índice de Degradação Dos solos

No mesmo dia durante a tarde teve lugar o seminário que se destinou a apresentar os produtos e as potencialidades de utilização do projecto DesertWatch para as instituições portuguesas.

Para além da importante participação de dirigentes, técnicos e cientistas de mais de 20 entidades interessadas e do destaque da importância do DesertWatch em termos do processo evolutivo dos indicadores para o combate à desertificação em Portugal, particular relevo tiveram no seminário as intervenções dos Directores-Gerais dos Recursos Florestais e do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, que realçaram a importância dos produtos DesertWatch no contexto dos processos de planeamento em desenvolvimento nestas instituições, sendo certo que a DGOTDU é a entidade de acolhimento final do Sistema de Informação DesertWatch em Portugal, pelo que ficou expressa a perspectiva a integração do mesmo no âmbito do sistema de informação para o ordenamento do território da sua responsabilidade.

Por outro lado, a presença do Presidente do Instituto Geográfico Português releva a atenção e interesse no Projecto DesertWatch por parte da entidade responsável pela coordenação dos sistemas e produtos de informação geográfica em Portugal.

Finalmente, foram expressas as perspectivas de intenso desenvolvimento futuro para os sistemas de Observação da Terra no quadro dos instrumentos de planeamento e ordenamento do território, ambiente e recursos naturais, bem como dos financiamentos possíveis para os mesmos, quer no contexto europeu, quer no nacional, que foram exaustivamente abordados pelo representante da ESA, Diego Fernandez, e de Ana Ponte do GRICES.

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