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    ESA apoia esforços de protecção da segurança e saúde públicas

    Apoio à vigilância epidemiológica, monitorização da saúde pública, gestão de crise e programas de protecção civil.
    19 Novembro 2008

    Um consórcio de empresas de Portugal e da Itália liderado pelo Instituto Nacional de Saúde (INSA), com o apoio da ESA, está a desenvolver uma plataforma de gestão integrada para a vigilância epidemiológica, monitorização da saúde e apoio à gestão de crises e programas de protecção civil, HEWS (Health Early Warning System), via satélite.

    O INSA é responsável pelos aspectos científicos e de gestão. Os outros parceiros são a Tekever (Portugal) e a Ridgeback (Itália).

    O HEWS foi testado recentemente em Angola, com a colaboração de instituições de saúde locais e o envolvimento de instituições ao mais alto nível, como o Ministério da Saúde. O cenário para este teste foi a simulação de um surto do vírus de Marburg.

    Através desta simulação, bem como do ensaio feito em Lisboa, em Maio passado, ficou demonstrada a mais valia das comunicações por satélite, no caso de ameaças à saúde pública.

    Ambos os cenários ofereceram uma demonstração do sistema modular do HEWS, que pode acrescentar instituições, adaptar a inserção de dados, implementar sistemas de alerta de aviso precoce e resposta a situações de saúde, com a distribuição automática do respectivo alerta, garantindo o cumprimento de todos os níveis necessários de segurança na informação.

    O sistema implementado foi testado com sucesso na cidade de Caxito, onde não há outros meios de comunicação seguros. A comunicação por satélite é actualmente a única solução completamente viável, não só em casos de emergência, mas também e situações normais relacionadas com a saúde, epidemiologia ou questões administrativas.


    «Ao nível ministerial, foi demonstrado interesse na utilização do sistema, não só para patologias endémicas que periodicamente atacam o País, como por exemplo a cólera, mas também para programas de saúde que fazem parte das intervenções básicas em países africanos, normalmente patrocinadas pela Organização Mundial de Saúde, tal como o programa de vacinação, ao qual o Sistema pode ser facilmente adaptado», explica Giorgio Parentela, responsável pela equipa de Telemedicina da ESA.

    Neste momento, a equipa do HEWS e as autoridades angolanas exploram a possibilidade de tornar o serviço apropriado às necessidades da população.

    O ensaio de Lisboa envolveu a encenação de um ataque terrorista biológico numa conferência internacional. Durante o evento, o ataque perpetuado pela libertação de esporos de antrax acontece, causando pânico entre a população, as redes viárias e de telemóvel ficam completamente saturadas.

    Neste ensaio, concluiu-se que a plataforma desempenhou um papel crucial em duas áreas: a libertação de um pó numa praça pública e o isolamento de um edifício. Com o sistema, foi possível maximizar a coordenação da passagem de informações entre as diversas instituições envolvidas, ultrapassar as dificuldades de comunicação e aumentar a eficiência dos esforços de resposta.

    «A versatilidade e a fiabilidade do sistema de comunicações, com potencial para actuar como um gestor e distribuídos de informação entre instituições, foram considerados os principais pontos de relevo», disse Parentela.

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