Roseta vista pelo Herschel

Estrelas bebés na nebulosa Roseta

12 Abril 2010

As últimas imagens do telescópio Herschel revelam pela primeira vez a formação de grandes estrelas, cada uma com dez vezes a massa do Sol. Estas estrelas irão ditar onde e como se formarão a próxima geração de estrelas na nebulosa. A imagem vem do ‘OSHI’, o site da ESA onde são publicadas as imagens recolhidas pelo Herschel.

A Nebulosa Roseta está a cinco mil anos luz da Terra, associada a uma nuvem maior que contém pó e gás suficientes para produzir o equivalente a dez mil estrelas semelhantes ao Sol. As imagens do Herschel mostram metade da nuvem e a maior parte da Nebulosa Roseta. As estrelas maciças que alimentam a nebulosa estão à direita da imagem, mas são invisíveis nestes comprimentos de onda. Cada cor representa uma temperatura diferente do pó, desde os –263ºC (só 10ºC acima do zero absoluto) no vermelho, até aos –233ºC no azul.

As manchas brilhantes são casulos de pó, que escondem protoestrelas maciças. Estas irão transformar-se eventualmente em estrelas com dez vezes a massa do Sol. As pequenas manchas próximas do centro e nas regiões avermelhadas da imagem são protoestrelas de massa mais baixa, semelhante à do Sol.

O observatório especial Herschel, da ESA, capta a luz na gama do infra-vermelho, emitida pela poeira. Esta imagem é uma combinação de três comprimentos de onda, representados na imagem pelo azul, verde e vermelho, apesar de na realidade estes comprimentos de onda serem invisíveis aos nossos olhos. Foi criada através das observações da Câmara do Herschel PACS e no Receptor Espectral Fotométrico (SPIRE).

O Herschel mostra aos astrónomos, pela primeira vez, protoestrelas maciças e jovens, através do seu programa de Estudo de objectos estelares jovens OB. Conhecido como HOBYS, o estudo está direccionado para estrelas jovens da classe OB, que se tornarão nas estrelas mais quentes e mais brilhantes.

«As regiões de formação de estrelas de massa elevada são raras e mais distantes do que as de massa mais baixa», diz Frédérique Motte, Laboratoire AIM Paris-Saclay, França. Daí que os astrónomos tenham tido que esperar por um telescópio espacial como o Herschel para as identificar.

É importante perceber a formação de estrelas de elevada massa na nossa galáxia porque estas fornecem tanta luz, e outras formas de energia, às nuvens vizinhas que podem desencadear a formação da próxima geração de estrelas.

Quando os astrónomos olham para as galáxias distantes, as regiões de formação de estrelas que vêem são as brilhantes e maciças. Ou seja, se querem comparar a nossa galáxia com outras distantes têm de primeiro entender a formação de estrelas de elevada massa aqui. «O Herschel irá observar muitas outras regiões de formação de estrelas de grande massa, onde se formam estrelas com cem vezes a massa do Sol» diz Motte, que pretende apresentar or primeiros resultados científicos do HOBYS no simpósio anual da ESA, ESLAB, a deorrer na Holanda, de 4 a 7 de Maio.

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