Europa entrega primeiro instrumento do telescópio James Webb

O Miri a ser preparado para testes de vibração
10 Maio 2012

O primeiro instrumento do Telescópio Espacial James Webb (JWST), o Miri, foi entregue à ESA pelo consórcio europeu que o construiu, numa cerimónia realizada quarta-feira, 9 de maio, em Londres, e será agora entregue à NASA para ser lançado em 2018.

A entrega do Miri, o instrumento de infravermelho médio, é um marco importante para o JWST, um observatório espacial de infravermelho com uma área de deteção mais de duas vezes e meia maior do que o Observatório Espacial Herschel da ESA - até agora o maior telescópio científico de infravermelho que voou para o espaço.

O Miri foi entregue após calibrações e testes rigorosos nos quais provou estar pronto para realizar ciência de ponta.

"A equipa está muito contente por ver que o seu trabalho e dedicação resultaram num instrumento que satisfaz todas as expectativas científicas", disse Gillian Wright, o investigador principal do consórcio europeu do Miri.

"É maravilhoso ser o primeiro a atingir este marco importante para o projeto JWST. Estamos agora ansiosos pelas descobertas científicas importantes que fará quando for lançado. "

O Miri em testes de temperatura

Uma vez no espaço, o Miri, que inclui uma câmara e um espectrómetro, irá operar em comprimentos de onda de infravermelho e à temperatura extremamente baixa de -266 °C, apenas 7 °C acima do zero absoluto.

As baixas temperaturas são necessárias para impedir que as emissões de infravermelho do próprio instrumento mascarem os tênues sinais dos objetos de interesse astronómico localizados no Universo distante.

O Miri será capaz de penetrar as grossas camadas de poeira que obscurecem as regiões de formação estelar intensa, irá ver galáxias perto do início do Universo e irá estudar locais de formação de novos planetas e a composição do meio interestelar.

Imagem artística do JWST

"É um projeto extremamente desafiador, mas os cientistas e engenheiros europeus, em conjunto com os colegas americanos e canadianos, superaram com sucesso o desafio e estão agora a entregar à NASA peças-chave do JWST," disse o professor Mark McCaughrean, chefe do Departamento de Apoio à Investigação da ESA.

"O projeto JWST está ansioso por receber o Miri," disse o Dr. Matthew Greenhouse, cientista do projeto JWST no Centro Goddard Space Flight da NASA.

"A entrega do Miri assinala o início do projeto de integração dos módulos do JWST, um marco importante para a NASA e para a conclusão do JWST em 2018."

A ESA lidera igualmente o desenvolvimento de outro dos quatro instrumentos do JWST: o NIRSpec. Este espectrógrafo de infravermelho curto vai obter simultaneamente espectros de mais de 100 galáxias ou estrelas para estudar a formação de estrelas e a abundância química de jovens galáxias distantes.

O lançamento do JWST está agendado para 2018, num foguete Ariane 5 do porto espacial europeu em Kourou, na Guiana Francesa.

O James Webb será colocado a cerca de quatro vezes a distância da Terra à Lua, 1,5 milhões de quilómetros além da órbita da Terra, no ponto gravitacionalmente estável conhecido por L2.

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