Modelo em LEGO® do caça-cometas da ESA, Rosetta

Os estudantes que testaram o kit
22 Setembro 2010

O que é que um cientista faz para visualizar uma viagem especial? Constrói um modelo. Foi assim que começou a ser construído um modelo em peças de LEGO da nave caça-cometas Rosetta, para depois se tornar num kit educacional.

Estudantes de engenharia e de arte da Universidade de Roma juntaram-se ontem para testar o protótipo do Kit Educacional da Nave Rosetta (Rosetta Lander Education Kit). Não só construíram a nave caça-cometas, como também aprenderam porque razão esta missão da ESA implica viajar até à órbita de Júpiter para, indo ao encontro do cometa Churyumov–Gerasimenko.

«Estudar cometas permite-nos olhar para trás, até chegar à história do nosso Sistema Solar», disse o cientista espacial da ESA, Detlef Koschny, durante a apresentação do Kit.

Estudantes montam o kit da Rosetta

«Os cometas e os asteróides são os restos da formação dos planetas do nosso Sistema Solar. Perceber a sua composição irá ajudar-nos a perceber a formação da nossa Terra, incluindo os ingredientes que permitiram o aparecimento da vida.»

Até agora, os cometas têm sido estudados à distância, mas, em Novembro de 2014, o módulo de aterragem Philae, da Rosetta, irá tocar na superfície gelada do Churyumov-Gerasimenko’s, de forma a permitir que a composição do cometa seja estudada directamente.

Não é a primeira vez que as peças de LEGO são usadas pela missão Rosetta. Detlef já tinha criado um modelo em LEGO da nave para recriar o padrão de voo durante reuniões. Durante estas reuniões não só a viagem orbital da nave se tornou evidente como o desejo de toda a gente de ter uma versão em LEGO da Rosetta.

O que começou como um pequeno modelo cresceu até se transformar num kit educacional extremamente fiável. Tornou-se óbvio pela cara dos estudantes e dos professores que se tratava de uma estreia, pouco convencional, na história da antiga Universidade de Roma.

«Foi bastante difícil porque todas as partes movies são difíceis de cosntruir, daí que tivéssemos que descobrir uma forma de recriar o movimento,» disse Filippo Ales, um estudante de engenharia aeroespacial.

O módulo de aterragem vem juntamente

Por exemplo, o Philae tem parafusos de gelo nas pernas que perfuram o cometa no impacto para impeder que a nave balance por causa da baixa gravidade. Há ainda um arpão que prende o módulo de aterragem à superfície.

Em cima do modulo de aterragem está um pequeno foguete que dispara para manter o Philae em posição enquanto os parafusos e o harpão finalizam o trabalho de ancoragem.

Algumas destas estruturas são reproduzidas no modelo. Os componentes LEGO Mindstorms permitem que as partes móveis sejam controladas por um simples computador.

«Gostei muito de montar as peças, foi muito divertido,» disse a estudante Monserrat Arqueros. «Recomendaria a todos os estudantes que fizessem este excercício com o LEGO.»

As opiniões dos estudantes de engenharia acerca do protótipo serão usados pela ESA, pelo Centro Alemão Aeroespacial DLR, Europlanet, Lightcurvefilms e pela LEGO para finalizar o kit educacional, adaptando-o aos currículos europeus.

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