O novo desafio da ESA com Rosetta

A missão Rosetta está a tomar uma nova direcção
23 Janeiro 2003

Depois do desapontamento inicial em adiar-se a missão Rosetta, o Director de Ciência da ESA, David Southwood, expressou a sua firme determinação em aceitar o atraso e assumi-lo como um desafio galvanizante.

Falando sobre os cientistas, os engenheiros, e as equipas industriais ligados à missão, David Southwood declara: “Se se ficar encurralado em qualquer parte, estas são as pessoas com quem estar. Eles têm o espírito e a dedicação de pioneiros, dignos de exploradores do espaço.” A missão Rosetta é e continuará a ser, uma das missões planetárias mais desafiantes alguma vez levadas a cabo. É a maior missão espacial mundial a um cometa, e o único módulo de aterragem e orbital do seu tipo.

A decisão de adiar o lançamento da Rosetta – que estava pronta a tempo de ser lançada através da janela de lançamento prevista – foi tomada em conjunto pela ESA e pela Arianespace. Não se prevê que o lançamento de Rosetta ocorra antes de, pelo menos, um ano. O programa Ariane-5 está neste momento a ser reexaminado. A ESA espera que a Arianespace seja capaz de dar as garantias necessárias, no que se refere aos procedimentos de qualificação e aos processos de revisão do sistema Ariane-5.

Rosetta’s orbiter
A equipa irá identificar vários novos cometas como alvos para a Rosetta

A Rosetta já não poderá atingir o mesmo alvo original, o cometa Wirtanen. No entanto, a equipa da Rosetta está agora a trabalhar no sentido de encontrar cometas-alvo alternativos que possam vir a ser explorados pela sonda espacial. A equipa irá identificar diversos cometas que possam vir a constituir alvos para a Rosetta, dentro do prazo de lançamento dos próximos dois anos e meio. Esta irá seleccionar os novos alvos com base nos seguintes três principais critérios: procurar o máximo retorno científico possível, minimizar os riscos técnicos da sonda espacial, e estimar cuidadosamente os fundos monetários extraordinários necessários.

Até agora, os custos relativos à missão situam-se entre os 50 e os 100 milhões de euros. A lista dos cometas irá ser apresentada ao Science Programme Commmitee (SPC) numa reunião que terá lugar a 25 e 26 de Fevereiro de 2003. O SPC irá discutir a sua conveniência e a sua viabilidade. Uma decisão final relativa ao novo alvo e ao perfil da missão é esperada até, o mais tardar, Maio de 2003.

Assim, a missão Rosetta toma uma nova direcção. Gerhard Schwehm, project manager da missão Rosetta, não se deixa intimidar por esta nova reviravolta na história da sonda espacial. Afirma ele:“Durante a década que demorámos a desenvolver e a construir a Rosetta, enfrentámos muitos desafios e ultrapassámo-los todos. Este novo desafio irá ser encarado com a mesma energia, entusiasmo e, em última análise, sucesso."

De momento a sonda espacial irá ser cuidadosamente armazenada

No que se refere à própria sonda espacial, terá de ser agora armazenada, num local limpo e seguro, até voltar a ser invocada. Engenheiros irão remover as pilhas da sonda, retirar os arpões do módulo de aterragem, e esvaziar os seus tanques de combustível. “O mesmo cuidado que tivemos ao construir a sonda espacial, vai agora ser aplicado no seu armazenamento e em assegurar que vai estar em plena forma para a lançarmos quando chegar a altura," declara John Ellwood, um outro project manager da missão Rosetta.

Apesar da Rosetta já não ter como alvo o cometa Wirtanen, a sonda vai encontrar-se com um novo cometa, que se tornará em breve tão conhecido para a comunidade de europeus que seguem cometas, como o é o nome Wirtanen neste momento.

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