Primeira missão europeia com destino à origem do Universo tem mão de português

Planck will chart the sharpest map of the CMB in its range of wavelengths
12 Maio 2009

A radiação cósmica de fundo é fundamental para perceber as origens do Universo. E é para aí que estão apontadas as antenas da missão Planck, a primeira da Europa concebida para estudar os momentos logo após o Big Bang.

Desde 1992, altura em que se detectaram pequenas alterações nesta radiação, que estas pequenas flutuações têm sido utilizadas pelos astrónomos para compreender melhor a grande explosão, há 14 mil milhões de anos, bem como o processo de formação de galáxias.

«Através da observação da radiação cósmica de fundo podemos tentar perceber como foram os primeiros instantes do Universo e ainda medir as ondas gravitacionais produzidas pela inflação- modelo cosmológico que prevê uma aceleração na expansão do Universo, nos seus instantes inicias», explica Luís Mendes, físico português a trabalhar na Agência Espacial Europeia e envolvido nesta missão.

Planck’s cooling system composite
Planck’s cooling system composite

A missão da Agência Espacial Europeia, com data de lançamento marcada para a próxima Quinta-feira, 14 de Maio, recebeu o nome do físico alemão Max Planck, laureado com o Prémio Nobel em 1918, precisamente com um trabalho sobre radiação.

Os instrumentos a bordo do satélite Planck irão medir as variações de temperatura na radiação cósmica de fundo, com uma sensibilidade, resolução angular e amplitude de frequências nunca antes atingida. A combinação destes factores irá formar uma imagem do Universo quando este tinha apenas 380 mil anos.

O satélite Planck será lançado juntamente com o telescópio espacial da ESA, Herschel. Cada um deles irá estudar diferentes aspectos do cosmos.

Para Luís Mendes, doutorado em Cosmologia teórica e cientista de suporte para o instrumento LFI (Instrumento de Baixa Frequência), a bordo do Planck, o grande contributo desta missão poderá ser a «detecção dos modos-B de polarização da radiação cósmica de fundo, uma evidência bastante forte para a existência no Universo de um fundo cósmico de ondas gravitacionais e, por sua vez, da existência de uma fase de inflacção nos primeiros instantes do Universo.»

Para mais informações contactar:

Luís Mendes, cientista de suporte do instrumento LFI
ESA/ European Space Astronomy Centre (ESAC)
T: 00 34 91 8131364
Email: lmendes@sciops.esa.int

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