Satélites e o Sol levam a comunicação móvel às regiões mais isoladas do Planeta

24 Novembro 2011

O projecto de uma estação de telemóvel, alimentada a energia solar, que permite ligar ao resto do mundo, via satélite, comunidades isoladas foi distinguido no Fórum Económico Mundial.

Para o seu desenvolvimento, a companhia irlandesa Altobridge contou com a colaboração da ESA, em particular na fase de introdução no mercado da inovadora tecnologia.

“Temos muito prazer em colaborar na investigação e desenvolvimento do sistema já que este liga comunidades rurais que de outra forma teriam de esperar anos até terem ligação telefónica,” explica Michèle Le Saux, especialista em comunicação via satélite da ESA.

“Esta tecnologia utiliza de forma inteligente a largura de banda dos satélites e ficou demonstrado que o sólido plano de negócios resulta, mesmo quando o rendimento por utilizador é baixo.”

Com a ajuda da ESA, a Altobridge acrescentou novas funções, como o reencaminhamento local de chamadas ou o desvio inteligente para outros nós na rede pública.

Os custos foram reduzidos consideravelmente através da integração de uma porta de entrada remota num computador SBS, colocado dentro da estação base de baixa potência e curto alcance.

Graças à ESA, a Altobridge conseguiu demonstrar que é possível fornecer serviços de telemóvel recorrendo à largura de banda disponível nos satélites, usando um sistema patenteado de gestão de chamadas e de codificação de sinal.

Já há estações de base a serem usadas em comunidades remotas na Ásia, África, Ilhas do Pacífico e, mais recentemente, no norte do Iraque.

Em Junho, a empresa Altobridge foi distinguida pelo Fórum Económico Mundial como uma tecnológica pioneira para 2012.

Os prémios anuais distinguem empresas cuja tecnologia «promete ter um impacto significativo no funcionamento do mundo dos negócios e da sociedade».

As companhias distinguidas anteriormente incluem a Google, Twitter, Foursquare, Spotify, OpenDNS e Brightcove.

Comentando a colaboração, Mike Fitzgerald, CEO da Altobridge, disse, “Há alguns anos, visitámos o Bornéu, visitámos comunidades isoladas e recolhemos informação relativa às suas necessidades de comunicação. Depois trabalhamos de mãos dadas com o fornecedor de serviço para entendermos os desafios que enfrentam a fornecer ligação móvel de baixo custo, às comunidades remotas."

“A ESA tem sido um apoio vital em todas as fases chave da investigação e desenvolvimento deste material e sem o apoio especializado da ESA teria sido impossível chegar ao mercado.”

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