Herschel observed from the ground

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2 Julho 2013

Este pequeno ponto, num campo cheio de estrelas, é uma das últimas imagens que os observadores em terra irão ver do icónico observatório espacial da ESA Herschel.

O Herschel passou mais de três anos a tirar fotos do Universo em comprimentos de onda do infravermelho longínquo, mas em Abril a nave esgotou o último dos seus refrigerantes de hélio, terminando assim as suas operações científicas.  

Depois disso, a equipa de operações da nave fez uma série de testes de engenharia. Uma série de ativações do motor deslocou-o da sua órbita à volta do ponto L2, a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, até a uma órbita heliocêntrica. Em junho, a nave foi desligada.

Além de ser seguida pelas estações terrestres da ESA, a nave também foi seguida pelos astrónomos amadores.

Na semana passada, o observatório começou a afastar-se da Terra, tendo sido captado pelos astrónomos Nick Howes e Ernesto Guido do Observatório Remanzacco, no Havai, que usaram o Faulkes Telescope North, com dois metros de diâmetro. 

Esta observação representou um desafio extra já que as manobras finais, feitas pela equipa de controlo de voo da ESA, colocaram-no numa posição no céu ligeiramente diferente daquela que tinha sido prevista pelos dados orbitais.

Mesmo assim, foi cumprido o objetivo, tal como se pode ver na imagem, com o Herschel indicado pelas duas linhas ao centro. As estrelas surgem como uma espécie de estrias porque os astrónomos estavam a seguir o movimento do Herschel pelo céu.  

A nova órbita do Herschel irá posicioná-lo à volta do Sol, trazendo-o à vizinhança da Terra daqui a 13 anos.

É muito importante que se determine agora uma órbita precisa, porque a sua distância crescente tornará cada vez mais difícil segui-lo nos próximos anos.

Nota para os Editores

Os Telescópios gémeos Faulkes, um no Havai, o outro na Austrália, são um projeto educacional que tem como objetivo permitir o acesso a instalações de investigação. Ao longo de 2014 e 2015, os Telescópios Faulkes irão oferecer apoio em terra à nave da ESA Rosetta, à medida que esta se aproxima do Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko.

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