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Missão de microgravidade Foton lançada hoje com sucesso
ESA PR 28-2007. Uma nave espacial não tripulada - Foton - transportando uma carga útil de mais de 40 experiências da ESA, foi lançada com sucesso há poucas horas. O lançador Soyuz-U descolou do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, às 13:00 CEST. Pouco depois, a nave espacial russa Foton-M3 separou-se da plataforma superior do foguetão e foi inserida numa órbita de 300 km que a fará dar a volta à Terra a cada 90 minutos.
A Foton irá passar 12 dias em órbita, durante os quais as experiências a bordo serão expostas à microgravidade e, em alguns casos, ao ambiente rigoroso do espaço aberto, antes de reentrar na atmosfera e aterrar nas estepes próximo da fronteira da Rússia com o Cazaquistão.
A carga útil Biobox é composta por duas incubadoras programáveis contendo cinco experiências de biologia celular. Três delas irão estudar o efeito da ausência de gravidade nas células de formação dos ossos e nas células de degradação dos ossos. Uma quarta experiência irá estudar os efeitos prejudiciais da radiação espacial sobre o tecido da pele, enquanto que outra visa compreender os efeitos da ausência de gravidade nas células do tecido conjuntivo.
Duas outras incubadoras estão incluídas no Eristo/Osteo, um projecto conjunto ESA/Agência Espacial Canadiana. Os dois conjuntos de hardware idêntico possuem quatro tabuleiros de experiências controlados termicamente que serão usadas para testar e avaliar os efeitos de drogas e factores de crescimento sobre a actividade celular dos ossos.
No exterior da nave espacial encontra-se uma unidade experimental multi-utilizadores denominada Biopan, concebida para expor as suas dez experiências ao ambiente hostil do espaço durante toda a missão. Ligadas ao escudo de calor do Foton estão as experiências Stone-6 e Lithopanspermia, nas quais pedaços de rocha contendo organismos vivos serão expostos às pressões e temperaturas extremas ocorridas durante a reentrada.
No dia 25 de Setembro, o YES2 irá desdobrar uma amarra de 30 km, a mais comprida até hoje a voar no espaço. Uma pequena cápsula de reentrada libertada pela extremidade da amarra será utilizada para demonstrar a possibilidade de fazer regressar pequenas cargas úteis à Terra a um custo muito mais reduzido do que os métodos actuais.
Artigo completo em: http://www.esa.int/esaCP/SEMQDB13J6F_index_0.html |